23 abril 2007

Ainda a reciclagem

Fico feliz por verificar que o feedback deste post foi muito positivo e que inspirou esta e esta menina a publicarem um post sobre o mesmo assunto (a ambas agradeço a referência). Desde então já fiz mais dois sacos ( porque nunca são de mais) que vou colecionando atrás da porta da cozinha. Com um pouco de esforço, vou educando o hábito e quase sem dar por isso torna-se rotineiro o gesto de não sair de casa sem levar 1 ou 2 para o carro. Sim, porque de nada serve tê-los em casa e depois quando são precisos nunca estão por perto. E tem funcionado muito bem.
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Aos poucos tudo o que envolve o assunto reciclagem vai tomando mais e mais importância. Desde pequena que me lembro que deitava o vidro sempre no vidrão e todo o resto era deitado fora junto com o lixo orgânico, também não havia contentores próprios para o efeito. Hoje separamos desde as tampinhas de plástico, às pilhas, rolhas de cortiça, radiografias, para além de claro o papel, o plástico e o vidro. O Algarve é a região com a maior taxa de lixo depositado para a reciclagem, mas no geral todo o país está bastante sensibilizado para o assunto. Longe vai o tempo em que separar o plástico e o cartão não fazia sentido, hoje encontrar um contentor com espaço para pôr mais um saco é uma miragem (pelo menos perto de minha casa, chego a andar com o lixo no carro à procura de outras ilhas ecológicas).
Devagarinho se chega lá, foi pena termos começado tarde.
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E ainda à volta do mesmo, no outro dia ouvi uma notícia no rádio que me deixou "à nora". Também tenho o hábito de levar à farmácia as embalagens vazias e os medicamentos fora da validade, para que sejam destruidos com segurança. Qual não foi o meu espanto quando foi noticiado que o Infarmed trata os medicamentos da mesma forma que o lixo normal, por não haver uma quantidade de lixo que viabilize financeiramente o seu adequado tratamento. Aja decoro! Tanta publicidade para que não se deite nada fora, mas se entregue na farmácia, para nas nossas costas, ir parar ao lixo na mesma.
Não vou deixar de levar os medicamentos à farmácia, mas ainda vou descobrir a quem e para onde fazer uma reclamação sobre o assunto, é só uma queixa, mas é a minha, pode ser que outras venham e que poucas se tornem muitas.
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Outra questão são as quantidades absurdas de comprimidos por embalagem, dos xaropes, etc, quando na maior parte das vezes nem 1 terço é utilizado. Não seria mais lógico adaptar a dosagem das embalagens, criando vários tamanhos de modo a ir ao encontro das necessidades dos pacientes? Mas talvez pagar mais quantidade de produto e tratar os residuos (???) talvez seja mais lucrativo para alguém.

7 comentários:

alice disse...

Realmente tens toda a razão, mas ainda me choca quando dizem que não fazem reciclagem, pois não têm eco-pontos ao pé de casa, ou, isso é para os jovens..... Enfim.
Beijinhos grandes e boa semana
Alice

VerdeBlue disse...

Olá!
Concordo plenamente contigo(permite-me tratar-te por tu) :)
mas sabes q há uns anos, enquanto fazia um trabalho p a faculdade, fui informada numa empresa q trabalha c todo o tipo de material reciclado e de grande dimensão, q estavam a pensar deixar de recolher as pilhas pq n tinham p onde as reencaminhar(e tinham lá quilos e quilos de pilhas armazenadas)!!! :O
Pois... agora n sei como é mas na altura deixaram mesmo...
Beijinhos***

Edien disse...

Esta tua sensibilidade para a temática da Reciclagem e da Protecção do Meio Ambiente fascina-me.Infelizmente ainda são poucas as pessoas que estão despertas para estes aspectos.Contudo, não deixarei de reciclar, separar, aproveitar e proteger, só porque os outros não o fazem. Parabéns pelo teu Post, está magnífico.
Beijinos "Edien"

Edien disse...

" Beijinhos" :O)

Teodora disse...

I like your way of thinking ref. recycling...and also I did smile a little because I try to imagine YOU living in my country where the word recycle is very far away...I do have a proper style of life ( as you see a good part of my quilts are with recycled fabric, it hurt my heart to dropp all this fancy and good fabrics just because the are "out";))) and inside my home I do respect the 3R...but it's a long-long way to could make all the people to think and feel the same like we do...Be happy, you must accept in your heart the YOU are correct!Beijinhos.

Oficina das Linhas disse...

Obrigado pelos comentários de todas, é muito bom sentir que as nossas opiniões são compartilhadas.
Com tudo isto, não me considero uma "maluquinha" ou obsecada pela reciclagem, mas são gestos que se foram instalando naturalmente e que sem dar por isso já fazem parte do dia-a-dia de todos em casa.Tal como lavar os dentes após as refeições, simples assim.

miquinhas disse...

Desculpar invadir o teu espaço, mas não consegui ficar indiferente em relação a este post.
Também eu fiquei indignada quando ouvi aquela notícia dos medicamentos fora de uso e embalagens vazias. E fiquei realmente "marafada" (os algarvios entendem este estado de alma), quando o responsável disse com a maior das descontracções que o fazia porque a quantidade recebida não tornava viável aquela actividade.
Eu que sempre tive um cuidado tão grande com a reciclagem, que infelizmente consumo uma palete de medicamentos e por isso contribuo com uma boa quantidade de embalagens vazias, fiquei arrasada. Nunca pensei que os responsáveis tivessem essas atitudes.
Mas vou continuar a entregar na farmácia os medicamentos e embalagens, e alertar as pessoas para a educação ambiental. Talvez a um ritmo muito lento, mas um dia havemos de chegar lá.
Bjs